Cr édi tos de fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Agente de saúde orienta ido sa sobre cuidados para pr ev en ir a proliferação ...
Créditos de fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF
Agente de saúde orienta idosa sobre cuidados para prevenir a proliferação do mosquito da dengue
Chuvas atípicas no período de seca acentuam ações de combate à dengue no Distrito Federal
Embora seja conhecido como um período predominantemente seco, o Distrito Federal tem registrado chuvas atípicas nos últimos dias, exigindo maior atenção às medidas de prevenção contra o Aedes aegypti. Os pequenos focos de acúmulo de água em recipientes que costumam permanecer secos na estiagem tornam-se potenciais criadouros de ovos do mosquito transmissor.
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) reforça a urgência dos cuidados, pois os ovos do Aedes aegypti – vetor responsável pela transmissão de doenças como dengue, chikungunya, zika e febre amarela – possuem um tempo de resistência impressionante. Segundo especialistas, esses ovos podem permanecer viáveis por até 400 dias mesmo sem contato com a água, aguardando apenas um pequeno volume líquido para eclodirem e darem origem a novas gerações do inseto.
A bióloga da SES-DF, Kenia Cristina de Oliveira, enfatiza que os ovos são capazes de resistir à dessecação por períodos prolongados, fixando-se nas superfícies internas de recipientes aparentemente secos. Ela observa que, com a ocorrência de chuvas inesperadas durante o inverno ou no início da próxima estação chuvosa, os ovos podem rapidamente eclodir, aumentando consideravelmente a população do mosquito.
Riscos persistentes durante o inverno
Apesar da redução na atividade e na velocidade de desenvolvimento do Aedes aegypti devido às temperaturas mais baixas, o ciclo de vida do inseto não é totalmente interrompido durante o inverno. De acordo com Kenia Oliveira, o mosquito conta com mecanismos biológicos que permitem sua sobrevivência em condições climáticas adversas. Além disso, práticas cotidianas como a irrigação frequente de plantas e o armazenamento incorreto de água em baldes podem contribuir para que pequenos focos se tornem criadouros ativos, prolongando a presença do mosquito nas comunidades.
Cuidados que devem ser contínuos
Para proteger a população contra o aumento da incidência das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, a SES-DF reforça a importância de adotar uma rotina constante de inspeção domiciliar. Recomenda-se observar semanalmente todos os locais onde possam se formar acúmulos de água – desde calhas e ralos até recipientes como baldes, tonéis e vasos ou pratos de plantas –, garantindo que estejam devidamente limpos e secos. Reservatórios e caixas d’água devem ser tampados adequadamente para evitar o acesso dos mosquitos. Já itens que não têm utilidade devem ser descartados de forma correta, enquanto piscinas demandam manutenção regular.
Reconhecendo as áreas mais vulneráveis à proliferação do mosquito, a SES-DF também destaca a necessidade de redobrar a atenção às áreas externas das residências. Bebedouros de animais, itens utilizados na irrigação e locais como borracharias, ferros-velhos e cemitérios são frequentemente identificados como potenciais focos do vetor.
Para Kenia Cristina de Oliveira, atuar preventivamente durante os meses mais secos e frios é crucial para conter o avanço da dengue. A especialista afirma que essas iniciativas são estratégicas para eliminar criadouros e reduzir os riscos associados à estação chuvosa seguinte.
Esforços coordenados para monitoramento e combate ao mosquito
Durante todo o ano, a Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival), vinculada à SES-DF, promove intensas atividades de controle e prevenção. Entre essas ações estão a instalação de ovitrampas em regiões administrativas para monitoramento da circulação do mosquito; inspeções em residências, estabelecimentos comerciais e terrenos baldios; bem como a análise minuciosa em locais estratégicos identificados como potenciais criadouros.
Além disso, métodos inovadores foram incorporados ao combate: drones são utilizados para identificar possíveis focos em áreas inacessíveis; Estações Disseminadoras de Larvicida (EDL) utilizam os próprios mosquitos para transportar larvicida até locais propícios à proliferação; e Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI) é aplicada em espaços com alta circulação de pessoas, como escolas e unidades de saúde.
Educações em saúde também integram as estratégias da Dival. A capacitação dos Agentes de Vigilância Ambiental em Saúde (Avas) é realizada constantemente para garantir maior eficiência nas iniciativas.
Junho sem dengue: novas mobilizações comunitárias
Parte dessas ações sistemáticas ocorreu nesta quinta-feira (18) durante a campanha Junho sem Dengue nas regiões do Gama.
