Foto: Sara Marques/Agência CLDF Parte do seminário "Mãe, deixa eu cuidar de você", a sessão solene prestou homenagem a indivíduo...
Parte do seminário "Mãe, deixa eu cuidar de você", a sessão solene prestou homenagem a indivíduos e instituições que se dedicam à inclusão de pessoas com deficiência.
A Câmara Legislativa do Distrito Federal encerrou a programação do 3º seminário "Mãe, deixa eu cuidar de você", na noite de sexta-feira (15), com homenagem a pessoas, profissionais e instituições (públicas e privadas) que atuam, nas áreas de educação, saúde e assistência social, em prol da inclusão de pessoas com deficiência. A sessão solene lotou o auditório da Casa e, na ocasião, a CLDF entregou a primeira moção de louvor em braille de toda a sua história.
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À frente da iniciativa, o deputado Eduardo Pedrosa (União Brasil) registrou o compromisso de seu mandato com a causa e a importância do engajamento da sociedade civil, militantes e instituições nesse processo. "Quero celebrar cada um de vocês que participa dessa jornada: nas frentes parlamentares; nas discussões cotidianas, e no trabalho que desenvolvem, seja numa escola, seja numa subsecretaria, seja numa instituição, tentando fazer o melhor para ajudar a mudar a realidade cotidiana de muitas pessoas no DF", disse o parlamentar.
Pedrosa destacou algumas conquistas recentes, a exemplo da inauguração do Centro de Referência Especializado em Transtorno do Espectro Autista (Cretea), localizado na estação de metrô da 108 Sul; e da liberação da construção do Hospital de Doenças Raras. "Isso tudo só foi possível porque muitas pessoas se comprometeram, se dedicaram e participaram", elogiou.

Mãe solo de dois meninos com autismo, Dulcilene – ou Dulce, como é mais conhecida – lamentou a "invisibilidade" de mulheres como ela, que lutam para tentar garantir renda e outros direitos ao mesmo tempo em que precisam se dedicar, muitas vezes, integralmente, aos cuidados dos filhos. "Não nos anulem, nos enxerguem. Nada é pior do que um ser humano ter que provar a sua existência e nada é mais constrangedor do que ter de provar que você merece dignidade", defendeu.
A subdefensora pública-geral Nathália Sant'ana Rosa reforçou ser "urgente e necessária" a luta por inclusão e garantia de direitos à maternidade atípica. "Vocês não são invisíveis, vocês são exatamente o motivo da existência da Defensoria Pública, que está aqui para garantir justiça", afirmou, em resposta à manifestação de Dulcilene Rodrigues.
Representando a Secretaria de Educação do DF, a diretora de Educação Inclusiva e Atendimentos Educacionais Especializados, Dulcinete Castro Nunes Alvim, agradeceu o reconhecimento do trabalho realizado pela pasta e reforçou a relevância dos profissionais e colaboradores que atuam "na ponta, dando acessibilidade aos nossos estudantes e espaço de fala para as famílias".
Durante a solenidade, também foi homenageada a atuação da Faculdade Uninassau Brasília, que promove, por meio de uma clínica-escola em Taguatinga, atendimentos psicológicos e outras atividades gratuitas para as pessoas com deficiência e suas famílias. "A Uninassau não é somente uma faculdade privada, ela tem um olhar múltiplo para a comunidade", apontou Diogo Ferreira, diretor da instituição.
Além disso, foi destacada a importância das ações de inclusão no segmento automobilístico. O gestor do grupo V12, Carlos Venceslau, foi homenageado, representando a área: "O setor proporciona mobilidade para as pessoas com deficiência, vendendo carros com isenção".
Momento histórico

A sessão solene foi marcada pela entrega de moções de louvor em reconhecimento às contribuições e aos esforços empenhados em prol da inclusão de pessoas com deficiência no Distrito Federal. Entre os homenageados, esteve o pedagogo Fernando Rodrigues, professor do Centro de Ensino Especial de Deficientes Visuais (CEEDV) da Secretaria e Educação do DF. Cego desde a infância, por conta de um descolamento de retina, o professor recebeu a primeira moção de louvor em braille dos 35 anos de história da CLDF.
Denise Caputo - Agência CLDF
