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Transplantes renais realizados no Hospital de Base simbolizam novos recomeços

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Pacientes recebem órgãos de um único doador em mobilização integrada no Hospital de Base

Transplantes renais simbolizam novos começos

O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), gerido pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), proporcionou uma nova chance de vida para dois pacientes ao realizar transplantes renais, em um esforço que envolveu diversas equipes e setores da unidade. João Mendes e Lucas Pereira, que enfrentavam a rotina exaustiva da doença renal crônica e dependência de diálise, foram beneficiados com órgãos provenientes do mesmo doador.

A notícia da compatibilidade chegou na Sexta-feira Santa, marcando ainda mais o simbolismo da data. Lucas relembra o momento em que soube da oportunidade: “Eu estava em casa e demorei a assimilar o que estava acontecendo. Quando entendi, fiquei muito emocionado. Me arrumei e corri para o hospital”.

Com uma equipe altamente especializada, o HBDF realizou 27 transplantes renais no ano de 2025. Segundo o urologista Guilherme Coaracy, a rapidez entre a captação e o transplante é crucial para preservar as funções dos óros. Ele explica que, as a retirada, os órgãos começam a sofrer pela falta de oxigenação. Assim, quanto mais rápido for o processo, maior é a chance de aceitação e recuperação do paciente.

Captação e Cirurgias
Os órgãos foram captados na noite de sexta-feira, e as cirurgias ocorreram no sábado seguinte. Os procedimentos foram cuidadosamente organizados, com uma operação pela manhã e outra à tarde, realizadas pela mesma equipe cirúrgica. Para garantir a eficiência e a seguraa, exames e preparativos ocorreram durante a madrugada.

Viviane Brandão, responsável técnica pelo serviço de transplantes, destaca o amplo esforço coletivo: “É um trabalho que mobiliza praticamente todo o hospital. São inúmeros exames necessários para preparar os pacientes; o Laboratório, Radiologia e equipes cirúrgicas precisam estar sincronizadas para que tudo aconteça corretamente”.

Para João, cristão devoto, a coincidência com a Páscoa tornou o evento ainda mais significativo. Ele comemorou dizendo: Já era uma data especial, mas agora renasci junto com Jesus. A partir daqui, meu foco se em melhorar e seguir com saúde”.

Esperança Renovada
O impacto emocional dos procedimentos é evidente o apenas para os pacientes, mas também para os profissionais envolvidos. Alice Caroline Souza, enfermeira do serviço de transplantes, celebrou as doações com entusiasmo: “A gente acompanha essas pessoas em tantos momentos difíceis e a luta delas contra dores e desgastes físicos e emocionais. Quando ocorre uma compatibilidade e vemos o resultado do nosso esforço, é muito gratificante”.

Guilherme Coaracy refoa a importância do diálogo sobre doação de órgãos em falia: “Quando fica claro para os familiares que essa é a vontade da pessoa, o processo se torna menos doloroso. Decidir isso em momentos de luto é muito difícil, então essa conversa prévia é essencial”.

Lucas, enquanto se recupera, demonstra gratidão e empatia pela família do doador: “Gostaria de abraçá-los forte e agradecer. Sei que esse é um momento muito duro para eles, mas seu gesto ajudou outras vidas”.

Lista de Espera
O transplante renal é indicado para pacientes em estágios avançados de doença renal crônica, quando os rins não desempenham suas funções adequadamente. Dados da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) indicam que mais de 60 mil transplantes foram realizados no Brasil desde 2013, consolidando essa prática como um dos procedimentos médicos mais comuns no país.

A compatibilidade entre doador e receptor continua sendo fator decisivo para os transplantes, com base em critérios como grupo sanguíneo e caractesticas imunológicas essenciais para minimizar rejeições pós-cirúrgicas.

Da redação do Portal de Notícias

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