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Hospital de Base está oferecendo tratamento a uma criança que possui uma rara má formação na pálpebra.

  Procedimento combinou medicação e cirurgia para retirada de tumor benigno e reconstrução da região do olho. Por Giovanna Inoue Uma pequena...

 Procedimento combinou medicação e cirurgia para retirada de tumor benigno e reconstrução da região do olho.

Por Giovanna Inoue

Uma pequena mancha abaixo do olho direito de Anthony Theo, poucos dias após o nascimento, foi o primeiro sinal de que algo não estava bem. O que parecia apenas um machucado começou a escurecer e aumentar de tamanho ao longo das semanas, despertando a preocupação da família.

Hoje, com um ano e nove meses, o menino passou por tratamento no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). O caso envolveu uma rara má formação na pálpebra causada por tumor benigno e exigiu tratamento especializado da equipe de oftalmologia.

A mancha abaixo do olho de Anthony cresceu ao longo do tempo, e o tratamento foi dividido em duas etapas.| Foto: Divulgação/IgesDF

“Foi desesperador. Eu nunca tinha visto nada parecido”, lembra a mãe do menino, Amanda Kelen Rodrigues da Silva.

O Hospital de Base atende, em média, três casos por ano de tumores benignos na região ocular com características semelhantes. Por isso, após passar por outros serviços de saúde, mãe e filho chegaram ao HBDF, onde o caso foi acompanhado pela oftalmologista Stefânia Diniz. Segundo a médica, a condição é considerada incomum.

Tratamento especializado

O tratamento foi realizado em duas fases. Inicialmente, a equipe aplicou bleomicina, um medicamento usado para “encolher” a lesão, reduzindo seu tamanho antes da etapa seguinte do tratamento. Foram administradas três doses, com intervalo médio de 30 dias entre elas, o que permitiu diminuir a massa em mais da metade do tamanho original.

Na cirurgia, além da retirada da lesão, foi feita a reconstrução da pálpebra com um enxerto de pele.| Foto: Divulgação/IgesDF

Com a redução do tumor, foi possível realizar a cirurgia para retirada da parte remanescente da lesão e de reconstrução da pálpebra. “Cauterizamos a área afetada e reconstruímos o local com um enxerto de pele retirado da parte de trás da orelha”, explica a cirurgiã oftalmologista.

A expectativa é que a cicatriz se torne pouco perceptível ao longo do crescimento da criança. Anthony seguirá em acompanhamento periódico com a equipe de Oftalmologia do hospital e realizará exames de vista para verificar se houve algum impacto na função visual.

Para a mãe do menino, o atendimento recebido no Hospital de Base foi fundamental durante todo o processo. “Eu tinha muito receio dele crescer com isso no rosto, do tumor aumentar mais ainda e causar vergonha. Eu ainda não me acostumei de ver o rostinho dele assim tão lindo, mas daqui pra frente vai ser só alegria”, relata.

A mãe, Amanda Kelen, afirma que o atendimento recebido no HBDF foi fundamental.| Foto: Divulgação/IgesDF

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Da redação do Portal de Notícias

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