Uso de redes, ofurôs e Método Canguru ajuda a reduzir estresse da internação, melhora sinais vitais e fortalece vínculo familiar, especial...
Uso de redes, ofurôs e Método Canguru ajuda a reduzir estresse da internação, melhora sinais vitais e fortalece vínculo familiar, especialmente entre recém-nascidos prematuros
Larissa Lustoza, da Agência Saúde DF | Edição: Natália Moura
Na Neonatologia do Hospital Regional do Gama (HRG), uma iniciativa de profissionais da unidade tem promovido tranquilidade, estabilidade clínica e benefícios ao desenvolvimento dos recém-nascidos, especialmente os prematuros. A proposta está nas terapias integrativas, como redes e ofurôs, que reproduzem estímulos semelhantes aos do ambiente intrauterino, contribuindo para o alívio do estresse e do desconforto associados à internação.
Rede permite que o bebê permaneça em uma posição semelhante à vivenciada no ventre materno. Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF
“Todos os recém-nascidos, até três meses, são muito favorecidos com o que chamamos de exterogestação. Para o prematuro, é ainda mais indicado, pois, na teoria, ele ainda teria semanas de desenvolvimento dentro útero”, explica a fisioterapeuta do setor, Querem Hapuque.
Além de ajudar no desenvolvimento da criança, as terapias integrativas auxiliam no controle respiratório, na frequência cardíaca e na saturação de oxigênio. Entre os recursos utilizados, está a rede, que permite que o bebê permaneça em uma posição semelhante à vivenciada no ventre materno, proporcionando maior contenção e sensação de segurança. O ofurô auxilia promovendo relaxamento, alívio de cólicas e estresse, ao remeter o líquido amniótico em que o bebê estava no útero da mãe.
Entre as terapias está o uso do ofurô, que promove relaxamento ao recém-nascido, diminuindo cólicas e estresse. Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF
O pequeno Arthur, nascido no início deste mês, é um dos bebês que utilizam as técnicas. A mãe, Maria Clara Barreto, 24 anos, relata que logo percebeu os benefícios: “quando cheguei, vi ele na rede dormindo pela primeira vez e fiquei surpresa, admito. Mas percebi o quão confortável meu filho ficou. Quase não acordava para mamar!”
Outra prática adotada na Neonatologia do HRG é o Método Canguru. Segundo a fisioterapeuta do hospital, Sara Silva Neri, o contato pele a pele entre o bebê e os pais contribui para a regulação fisiológica e fortalece o desenvolvimento.
“Por exemplo, se uma criança tiver febre, o peito materno se adapta para o controle da temperatura. Além disso, o pai e a mãe possuem bactérias positivas que migram para o bebê e aumentam a imunidade nesse contato. É comprovado que há melhora nos sinais vitais, ganho de peso, recuperação de imunidade, diminuição de internação e redução da mortalidade”, elenca a profissional.
Prática do Método Canguru contribui para regulação fisiológica e fortalece o desenvolvimento do bebê. Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF
Da redação do Portal de Notícias

Nenhum comentário