Page Nav

HIDE

Raimundo Ribeiro destaca visão de Joaquim Roriz e defende gestão metropolitana do Corumbá IV

Em entrevista ao programa Vozes da Comunidade , o presidente da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal...


Em entrevista ao programa Vozes da Comunidade, o presidente da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), Raimundo Ribeiro, resgatou o histórico da criação do Sistema Corumbá IV e enfatizou a necessidade de uma gestão hídrica e administrativa integrada entre o Distrito Federal e o estado de Goiás.

Durante a declaração, Ribeiro lembrou o papel do ex-governador Joaquim Roriz na idealização e defesa do projeto, destacando o caráter preventivo da obra para o abastecimento da população do DF e da região do Entorno.

“Quando o ex-governador Joaquim Roriz falou em Corumbá IV, disseram que ele era louco. E hoje o tempo mostrou que ele era um visionário”, declarou o presidente da Adasa.

Gestão sem fronteiras administrativas

Raimundo Ribeiro enfatizou que os recursos hídricos e a dinâmica social da região não devem ser limitados por divisões geográficas formais. Segundo ele, o Sistema Corumbá IV simboliza a interdependência real existente entre a capital federal e os municípios goianos vizinhos.

Fronteiras naturais: O presidente ressaltou que "a água e o rio não conhecem fronteiras", definindo os limites territoriais como divisões imaginárias que não condizem com a gestão de recursos essenciais.

Cooperação federativa: A parceria entre Goiás e DF é apontada como crucial para ampliar a segurança hídrica e acompanhar a expansão urbana.

Mobilidade e interdependência: Ribeiro pontuou que a população transita diariamente entre os entes federativos para trabalhar e acessar serviços públicos, reforçando a natureza metropolitana da área.

Foco na prestação de serviços essenciais

Ao abordar os desafios de governança da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE), o dirigente defendeu o fim das disputas institucionais e a priorização das demandas diretas da sociedade.

“Essa coisa de separar Brasília, Goiás e tudo isso só está na cabeça. Na verdade, se misturam. A população se mistura, a população que mora lá trabalha aqui. O Entorno não é de Goiás. O Entorno é metropolitano”, afirmou Ribeiro.

O presidente da Adasa concluiu lembrando que o cidadão busca eficiência nas entregas do Estado, como acesso à saúde, transporte e abastecimento de água, independentemente de qual esfera administrativa seja a responsável direta. Para ele, a correta aplicação dos impostos recolhidos deve se traduzir em soluções práticas e no planejamento conjunto de longo prazo.

Da redação do Portal de Notícias da Rádio Candanga, por Erto di Carvalho, jornalista

Pixel