Brasília (DF) Com os termômetros da corrida eleitoral subindo, os principais postulantes ao Palácio do Buriti travaram um embate intenso f...
Brasília (DF)
Com os termômetros da corrida eleitoral subindo, os principais postulantes ao Palácio do Buriti travaram um embate intenso focado em gargalos sociais e finanças públicas. Líder nas pesquisas, a atual governadora não fugiu dos confrontos e sustentou os avanços do seu governo.
A corrida para o Palácio do Buriti ganhou contornos de alta volatilidade na última rodada de sabatinas e debates com os postulantes ao Governo do Distrito Federal (GDF). Em um encontro marcado pelo tom bélico e pela troca de acusações, a atual governadora e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), virou a "vitrine" e o alvo prioritário da artilharia da oposição. Sem recuar, a Progressista Celina Leão (PP) buscou o confronto direto com seus principais perseguidores nas pesquisas de intenção de voto: o ex-governador José Roberto Arruda (PSD) e Leandro Grass (PT).
Líder isolada em todos os levantamentos recentes registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Celina usou o tempo de fala para blindar sua gestão, apresentar realizações e rebater os ataques frontais sobre temas sensíveis da capital federal, como Saúde, Segurança e as finanças públicas.
Artilharia pesada contra o Buriti
A sabatina deixou claro o movimento tático da oposição de enfraquecer a imagem da gestora para tentar forçar a disputa a um segundo turno. Temas de apelo popular, como as filas das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), o déficit de moradias populares e os gargalos históricos na mobilidade urbana, pontuaram as investidas contra o Buriti.
Leandro Grass focou suas críticas nas áreas sociais e na gestão orçamentária do Distrito Federal. O postulante petista acusou a atual gestão de entregar indicadores críticos na educação e na fila de espera para exames no Sistema Único de Saúde (SUS), além de colocar em xeque a situação fiscal do DF ao mencionar supostos rombos e desequilíbrios orçamentários.
Arruda, por sua vez, tentou explorar sua antiga experiência como gestor e questionou obras de infraestrutura e a capacidade de investimento do governo nas regiões administrativas mais afastadas do Plano Piloto.
O embate do Fundo Constitucional e as trocas de acusações
O grande ponto de inflexão da sabatina deu-se em torno do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF), pilar estratégico para o custeio da Segurança Pública, Saúde e Educação da capital.
Em meio a contestações sobre os investimentos do Governo Federal e da gestão local, Leandro Grass subiu a temperatura da sabatina ao acusar a governadora de desinformar a população a respeito da manutenção dos repasses federais.
"Sabe qual é o problema? Você não fala a verdade. O Governo Federal não está acabando com o Fundo nem reduzindo repasses", disparou Grass, ressaltando a evolução dos valores nominais destinados pela União à capital.
Celina Leão rebateu com rigidez as investidas do opositor. A governadora destacou a importância de proteger os recursos constitucionais que sustentam os serviços essenciais da cidade e defendeu que as articulações políticas de sua gestão visam justamente blindar o orçamento de Brasília contra eventuais cortes e instabilidades econômicas.
Defesa da gestão, Saúde e Segurança em pauta
Ao responder aos questionamentos, Celina sustentou as entregas do governo e reforçou que os gargalos em áreas como Mobilidade e Saúde são desafios complexos, enfrentados com expansão de serviços e investimentos em infraestrutura.
Saúde e Infraestrutura: A governadora elencou as contratações de novos profissionais para a rede pública, a modernização de unidades de atendimento e os projetos de habitação em andamento nas RA's.
Segurança Pública:
Mobilidade Urbana: Defendeu a continuidade e a conclusão de obras viárias estruturantes pela cidade, que visam desafogar as saídas Norte e Sul do DF.
Cenário eleitoral afunila
Com o avanço do calendário eleitoral, a postura de Celina em rebater de pronto seus concorrentes diretos evidencia uma estratégia de não deixar acusações sem resposta para consolidar a vantagem obtida nas pesquisas. De outro lado, a união informal da oposição no foco do contra-ataque ao Buriti antecipa o clima de polarização e alta volatilidade que deve marcar a propaganda no rádio e na televisão nos próximos dias.
Da redação do Portal de Notícias da Rádio Candanga, por Erto di Carvalho, jornalista
