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O passado na política não desaparece
Há políticos que tentam persuadir os eleitores de que uma boa campanha é suficiente para apagar uma longa história de controvérsias. José Roberto Arruda parece estar exatamente apostando nessa estratégia.
Em sua vida pública, seu nome esteve associado a alguns dos episódios mais sérios da política brasileira. O episódio da violação do painel do Senado e, posteriormente, o escândalo da Caixa de Pandora transformaram sua trajetória em um dos maiores símbolos da crise ética na política do Distrito Federal.
Ainda assim, Arruda retorna ao cenário político como se sua história fosse apenas um detalhe, apresentando-se como a solução para os problemas de Brasília. No entanto, quem deseja liderar deve primeiramente prestar contas de seu próprio histórico.
Na política, confiança é um ativo valioso. E não se reconstrói esse patrimônio apenas com discursos, promessas ou marketing eleitoral. A credibilidade resulta da harmonia entre palavras e ações.
O eleitor do Distrito Federal já conhece Arruda. Reconhece suas habilidades administrativas apontadas por seus apoiadores, mas também está ciente dos fatos que marcaram sua carreira, resultando em investigações, processos e impedimentos ao longo dos anos.
À sociedade não cabe esquecer. Cabe lembrar, comparar e decidir. Afinal, quem se apresenta como solução precisa provar, acima de tudo, que não faz parte do problema.
A democracia proporciona a chance de recomeçar. O voto, contudo, também é o meio de afirmar que certos erros não devem ser normalizados nem recompensados com uma nova oportunidade para governar.
Da redação do Portal de Notícias da Rádio Candanga, por Erto di Carvalho, Jornalista
