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Adolescentes entre 15 e 19 anos agora têm uma nova oportunidade para se vacinarem contra o papilomavírus humano (HPV). Anteriormente oferecida apenas para meninos e meninas de 9 a 14 anos, a vacina está disponível para o grupo de 15 a 19 anos até o final de dezembro. Mais de 100 salas no Distrito Federal estão preparadas para imunizar jovens de todos os gêneros. Esta extensão é destinada especificamente a aqueles que ainda não receberam nenhuma dose da vacina.
A proteção é aplicada em dose única, oferecendo defesa contra quatro tipos de HPV. O médico infectologista David Urbaez, da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, sublinha a importância dessa vacina. "Ampliar o acesso à vacina é extremamente positivo", comenta, enfatizando que o HPV pode causar verrugas genitais e certos tipos de câncer, incluindo o de colo do útero, pênis, boca, ânus e laringe. Ele alerta que as lesões podem demorar até duas décadas para se manifestar, e indivíduos assintomáticos podem transmitir o vírus.
A vacina protege contra dois tipos de HPV de baixo risco, presentes em cerca de 90% das verrugas genitais, e dois de alto risco, associados a 70% dos casos de câncer cervical.
Apesar dos benefícios evidentes, a adesão à vacina ainda está abaixo do ideal. A partir de março de 2025, a meta foi vacinar pelo menos 90% dos adolescentes nessa faixa etária até 30 de junho. No Distrito Federal, isso representa aproximadamente 45,2 mil jovens, mas apenas 11,3% receberam a dose entre março de 2025 e maio de 2026.
Neste momento, a SES-DF tem cerca de 9,3 mil vacinas disponíveis em estoque. Com o prazo ampliado, serão reforçados os estoques nas unidades básicas de saúde (UBSs) e promovidas ações itinerantes em escolas, feiras, shoppings e através do Carro da Vacina.
"Os adolescentes geralmente não frequentam unidades de saúde por não adoecerem com frequência, daí a importância do nosso trabalho ativo para alcançá-los", explica Tereza Luiza Pereira, gerente da Rede de Frio Central. Para receber a vacina, basta apresentar um documento válido com foto e, se possível, a caderneta de vacinação — embora sua ausência não impeça a aplicação do imunizante.
Da redação do Portal de Notícias
