A infraestrutura da EC Juscelino Kubitschek destaca-se por ser térrea, priorizando a acessibilidade e o atendimento às crianças | Foto: Lú...
A infraestrutura da EC Juscelino Kubitschek destaca-se por ser térrea, priorizando a acessibilidade e o atendimento às crianças | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília.
Por Ícaro Henrique, Ascom/SEEDF
Com espaços modernos e funcionais, novas unidades promovem ambientes mais acolhedores para os alunos
Curvas, traços e espaços abertos encantam moradores e visitantes de Brasília, que celebra nesta terça-feira (21), 66 anos. Projetada por Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, a capital tornou-se referência mundial em urbanismo e arquitetura. Monumentos como a Catedral Metropolitana e o Congresso Nacional do Brasil ajudam a narrar a trajetória de uma cidade planejada para o futuro. Os traços conhecidos e vistos nos monumentos e nas ruas da cidade também orientam e inspiram a construção das novas escolas públicas do Distrito Federal.
Arquitetura que educa: inspiradas nos traços de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, novas escolas públicas do DF combinam modernidade, acessibilidade e integração para transformar os espaços de aprendizagem e o cotidiano dos estudantes.
A Secretaria de Estado de Educação do DF (SEEDF) tem adotado um novo olhar no planejamento das unidades escolares. A proposta é criar ambientes mais modernos, acessíveis e que estimulem a convivência, a prática esportiva e o desenvolvimento integral dos estudantes.
“Hoje, pensamos a escola como um espaço que vai além das salas de aula. A arquitetura passa a fazer parte da aprendizagem, com ambientes integrados, acessíveis e que incentivam a colaboração. Também investimos em espaços esportivos para promover saúde, bem-estar e o desenvolvimento dos nossos alunos”, afirmou a secretária de Educação do DF interina, Iêdes Soares Braga.
A influência dos criadores de Brasília segue presente nas escolas públicas do Distrito Federal. Segundo Tiago Reges da Silva, diretor de Arquitetura da SEEDF, os princípios de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer continuam orientando os projetos. “O pensamento de Lúcio Costa aparece na organização dos espaços e na forma como tudo se integra. Já Niemeyer inspira a criatividade e o uso da arquitetura como experiência. Hoje, adaptamos essas ideias às necessidades atuais, sem abrir mão da base moderna que marca Brasília”, explicou.
Um espaço de todos
A arquiteta da Secretaria de Educação do DF Aline Lima visita o CED Jardins Mangueiral | Foto: Felipe de Noronha, Ascom/SEEDF.
A arquiteta da SEEDF e servidora da Subsecretaria de Infraestrutura Escolar (Siae), Aline Lima, conta que os projetos das novas escolas seguem princípios da arquitetura moderna ao valorizar a integração entre os ambientes internos e externos. Segundo ela, essa conexão aparece especialmente nos pátios cobertos e descobertos, que ampliam o uso dos espaços e favorecem a convivência.
As escolas são planejadas como espaços integrados, substituindo o modelo antigo de blocos separados. Isso facilita o controle dos ambientes e aumenta a sensação de segurança, sem perder a conexão com a comunidade.
Aline também ressalta o uso dos cobogós, elementos tradicionais em Brasília, que além de reforçarem a identidade arquitetônica local, contribuem para a iluminação e ventilação natural, trazendo mais conforto às edificações.
“Nos projetos das unidades escolares, buscamos integrar os espaços internos e externos, principalmente por meio dos pátios cobertos e descobertos, seguindo princípios da arquitetura moderna. O uso dos cobogós, que dialogam com a linguagem de prédios de Brasília, além de garantir iluminação e ventilação natural, também cria um elemento de interesse e identidade nas edificações”, afirma a arquiteta.
Exemplos dessa proposta podem ser vistos em projetos como o Centro Educacional (CED) Jardins Mangueiral, que possui pátios integrados e áreas que favorecem a convivência. A circulação vertical na unidade é feita por uma rampa circular com inclinação suave, pensada para garantir acessibilidade. Ela organiza o espaço e forma um átrio interno que amplia a entrada de luz natural, melhora a ventilação e integra visualmente os pavimentos.
Ampliação da rede pública de ensino
A secretária de Educação do DF interina, Iêdes Soares Braga, em visita ao primeiro Cepi do Paranoá Parque | Foto: André Amendoeira, Ascom/SEEDF.
Entre 2019 e 2026, a rede pública de ensino do DF foi ampliada com 17 novas unidades escolares, entre construções, reconstruções e reformas. As entregas contemplaram regiões como Itapoã, Ceilândia, Samambaia, Recanto das Emas, Gama e Riacho Fundo, com destaque para a Escola Técnica de Santa Maria, a Escola Técnica Leste Sérgio Damasceno, no Paranoá, e a Escola Bilíngue do Plano Piloto.
Na educação infantil, 28 Centros de Educação da Primeira Infância (Cepis) foram entregues, ampliando o atendimento em regiões como Sol Nascente, Recanto das Emas, Gama e Planaltina. Entre eles, destacam-se o Cepi Jandaia, no Pôr do Sol, o Cepi Sarah Kubitschek, no Sol Nascente, e o Cepi Manacá, em Taguatinga.
Mostra educativa
A Secretaria de Educação promove a exposição “Projetando Saberes”, dedicada à arquitetura escolar pública do DF. Disponível para visitação na sede da SEEDF, no Espaço Neusa França, localizado no Shopping ID, a mostra prestigia o papel da arquitetura na educação e evidencia como os ambientes escolares vão além da função estrutural, tornando-se capazes de influenciar o aprendizado e contribuir para o bem-estar e a convivência.
Da redação do Portal de Notícias
