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Envelhecimento da população amplia desafios para a assistência à saúde

Por Jurana Lopes Chefe da Geriatria do Hospital de Base participa de congresso em Brasília que reúne especialistas para discutir o cuidado à...


Por Jurana Lopes

Chefe da Geriatria do Hospital de Base participa de congresso em Brasília que reúne especialistas para discutir o cuidado à pessoa idosa.

O envelhecimento da população já transforma a realidade dos serviços de saúde e exige novas estratégias para atender às necessidades de um público cada vez maior. No Distrito Federal, dados do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF)
apontam que, a partir de 2030, a população deve alcançar a proporção de aproximadamente um idoso para cada quatro habitantes.
O cenário coloca a preparação dos serviços e a qualificação dos profissionais no centro das discussões. É nesse contexto que Brasília recebe, entre 17 e 19 de setembro, o 13º Congresso Centro-Oeste de Geriatria e Gerontologia (COGER 2026), que reunirá profissionais
da saúde, pesquisadores, gestores e estudantes para debater os desafios e avanços relacionados ao envelhecimento e à assistência à pessoa idosa.
Entre os palestrantes está o chefe do Serviço de Geriatria do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) e presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia do Distrito Federal (SBGG-DF), Leonardo Pitta. Para o médico, as mudanças demográficas
já exigem respostas dos serviços de saúde.
“Esse crescimento expressivo não é uma promessa de futuro. Ele já é uma realidade atual e demanda preparo dos serviços de saúde, tanto públicos quanto privados, para que possamos responder com qualidade a essa nova realidade”, destaca.
Brasília no debate sobre envelhecimento
A programação do COGER 2026 aborda temas presentes na rotina de cuidado à população idosa, como demências, doenças cardiovasculares e neurodegenerativas, fragilidade, sarcopenia, oncogeriatria, saúde mental, cuidados paliativos e ortogeriatria, além de discussões
sobre tecnologia, pesquisa e proteção da pessoa idosa.
“Recebermos em Brasília o COGER 2026 é motivo de orgulho e agradecimento por termos um evento de extrema qualidade científica na nossa cidade”, afirma Pitta.
As atividades começam em 17 de setembro, com atualização em Neuropsiquiatria Geriátrica e Sarcopenia, além de discussões promovidas pelo Geriatrics, Gerontology and Aging (GGA) e pelas Ligas Acadêmicas de Geriatria e Gerontologia do Futuro (LAGG). Nos dias
18 e 19, a programação amplia os debates para diferentes aspectos relacionados à saúde e ao envelhecimento.
O congresso receberá especialistas de diferentes regiões do país, entre eles o médico geriatra Ivan Aprhamanian, a pesquisadora Cleusa Ferri, responsável pelo projeto RENADE (Rede Nacional de Demências), o pesquisador Luis Santos e o médico nuclear Artur Coutinho,
que atua em neuroimagem molecular e biomarcadores com foco no envelhecimento e em doenças neurodegenerativas.
Para Pitta, o avanço da longevidade representa uma conquista, mas traz novos desafios para a organização da assistência.
“O aumento da longevidade representa uma conquista da sociedade, mas também exige a reorganização dos serviços de saúde. As doenças crônicas não transmissíveis, especialmente as cardiovasculares, neurodegenerativas, metabólicas e oncológicas, representam alguns
dos principais desafios para a assistência à população idosa”, avalia.
Hospital de Base oferece cuidado especializado
No Hospital de Base, administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), o Serviço de Geriatria atua em diferentes frentes de cuidado à população idosa. A equipe conta com sete médicos e acompanha pacientes nos ambulatórios,
durante as internações e por meio de pareceres para outras especialidades.
Entre os serviços está o Ambulatório de Neuropsiquiatria Geriátrica, voltado ao acompanhamento de pacientes com demências, incluindo a doença de Alzheimer, e outros transtornos neuropsiquiátricos relacionados ao envelhecimento.
O HBDF também desenvolve um protocolo específico para o atendimento de pacientes idosos com delirium, condição caracterizada por alterações agudas no comportamento e na cognição que podem ocorrer durante a internação.
Outra frente é a Oncogeriatria, que oferece atendimento especializado a idosos em tratamento contra o câncer. O Serviço de Geriatria também atua no apoio à desospitalização e acompanha pacientes com síndrome de fragilidade, condição que pode aumentar a vulnerabilidade
a quedas, internações e perda de autonomia.
Para Leonardo Pitta, a assistência geriátrica considera as particularidades do envelhecimento e busca integrar diferentes áreas no cuidado ao paciente.
“O médico geriatra atua com conhecimentos especializados sobre a fisiologia e o processo do envelhecimento, além das particularidades da apresentação das doenças nas pessoas mais velhas. Nosso papel é contribuir para a integração do cuidado, com foco no paciente
e não apenas na doença”, explica.
Segundo o especialista, o trabalho envolve diagnóstico, planejamento terapêutico e interação com diferentes especialidades médicas e profissionais de saúde.
“O objetivo final é melhorar a qualidade de vida do paciente idoso, respeitando suas necessidades e particularidades”, completa.
A atualização dos profissionais também integra esse processo. O COGER 2026 é direcionado a médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e estudantes de graduação e pós-graduação.
“A discussão científica promovida em um congresso, com atualização de conhecimento e debates sobre Geriatria e Gerontologia, contribui diretamente para qualificar a assistência à saúde da pessoa idosa”, ressalta Pitta.

As inscrições para o 13º Congresso Centro-Oeste de Geriatria e Gerontologia podem ser realizadas até a véspera do evento pelo
Assessoria de Comunicação

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