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Tiro pela culatra: Paula comete um grande erro no debate ao criticar Celina sobre questões femininas

Ataque durante o primeiro confronto eleitoral do DF contrasta com o histórico de Celina Leão na construção de políticas públicas e marcos le...


Ataque durante o primeiro confronto eleitoral do DF contrasta com o histórico de Celina Leão na construção de políticas públicas e marcos legislativos de proteção às mulheres e combate ao assédio. 

O primeiro debate eleitoral entre os candidatos ao Governo do Distrito Federal prometia definir o tom da campanha de 2026, mas acabou marcado por um erro estratégico grosseiro. Ao tentar encurralar a governadora e candidata à reeleição Celina Leão (PP) justamente no terreno das pautas femininas, a opositora Paula Belmonte (Cidadania) mirou no alvo errado e acabou sofrendo um efeito bumerangue pedagógico ao vivo. 

A investida de Paula tentou desconstruir a imagem da chefe do Executivo local como defensora das mulheres. Contudo, ao escolher essa linha de confronto, a candidata demonstrou desconhecimento ou simples desprezo pelo extenso histórico de Celina na tramitação de mecanismos concretos de proteção ao público feminino, transformando o ataque em uma munição perfeita para a governadora consolidar seu legado no programa de maior audiência da pré-campanha. 

O tiro no pé da oposição

Durante o embate, Paula procurou tensionar o eleitorado feminino, questionando a eficácia e o compromisso da atual gestão na prevenção da violência de gênero. O tiro, no entanto, saiu pela culatra. Em uma resposta calma e recheada de dados legislativos e administrativos, Celina Leão desarmou o discurso adversário sem precisar elevar o tom. 

Analistas políticos que acompanharam a transmissão foram unânimes: tentar desqualificar Celina justamente no tema em que ela detém protagonismo nacional foi o maior deslize tático do debate. Em vez de colocar a governadora na defensiva, o questionamento serviu como um "palco de bandeja" para que a emedebista elencasse leis de sua autoria e ações do Palácio do Buriti. 

O histórico que esvaziou a narrativa

A contradição do discurso de Paula fica evidente ao resgatar a trajetória parlamentar e executiva de Celina Leão. Enquanto deputada federal e liderança da Bancada Feminina no Congresso Nacional, Celina se destacou pela relatoria e aprovação de propostas decisivas no enfrentamento ao assédio e à violência estrutural contra as mulheres.

Entre suas atuações mais expressivas no combate ao assédio e à importunação, destaca-se a relatoria de projetos de lei que endureceram regras de segurança e acolhimento para mulheres em grandes eventos e praças esportivas, além da articulação de mecanismos para rápida punição de agressores e apoio humanizado às vítimas. 

No comando do Executivo do DF, Celina manteve o foco na ampliação da rede de proteção, fortalecendo a Casa da Mulher Brasileira, expandindo programas de autonomia financeira e priorizando ações integradas de segurança pública voltadas à redução do feminicídio e do assédio moral e sexual no serviço público e na iniciativa privada. 

Erro de cálculo e desgaste político

No xadrez político, a pauta feminina é apontada como um dos pilares mais sensíveis e decisivos desta eleição. Ao tentar emplacar um desgaste artificial contra uma gestora com atuação reconhecida na área, Paula não apenas perdeu a chance de debater propostas reais de governo, mas também corre o risco de sofrer rejeição junto ao próprio eleitorado feminino, que enxergou no ataque um oportunismo desconectado dos fatos. 

O debate deixou uma lição clara para os próximos confrontos: na corrida pelo Buriti, narrativas vazias dificilmente se sustentam diante de um histórico de entregas concretas.

Da redação do Portal da Rádio Candanga, por Erto di Carvalho, Jornalista

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