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Diagnóstico do TDAH ainda demora e amplia prejuízos à vida escolar e profissional

    Sintomas frequentemente são confundidos com desorganização ou falta de interesse, atrasando o diagnóstico e aumentando os prejuízos à vi...

 

 
Sintomas frequentemente são confundidos com desorganização ou falta de interesse, atrasando o diagnóstico e aumentando os prejuízos à vida escolar, profissional e social
 
A Desatenção, impulsividade e dificuldade para organizar a rotina podem parecer comportamentos comuns. O alerta surge quando esses sinais passam a comprometer os estudos, o trabalho, os relacionamentos e outras atividades do dia a dia.
 
Embora seja um dos transtornos do neurodesenvolvimento mais conhecidos, o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) ainda é cercado por mitos. Em muitos casos, os sintomas são confundidos com falta de interesse ou desorganização, atrasando o diagnóstico e o início do tratamento.
 
"O principal aspecto do transtorno é a perda de funcionalidade. A pessoa passa a ter dificuldade para gerenciar atividades, organizar a rotina e manter um bom desempenho acadêmico, profissional e social", afirma o coordenador da Psiquiatria do Hospital Anchieta, Fabio Leite.
 
No Dia Mundial de Conscientização do TDAH, celebrado em 13 de julho, a principal mensagem é que informação e diagnóstico precoce podem evitar anos de prejuízos acadêmicos, profissionais, emocionais e sociais.
 
Muito além da dificuldade de concentração
 
Nem todas as pessoas apresentam os mesmos sintomas. Enquanto algumas têm predomínio de hiperatividade e impulsividade, outras convivem principalmente com dificuldade de atenção. Há ainda quadros mais leves, capazes de passar despercebidos durante anos.
 
Essa diversidade ajuda a explicar por que muitos pacientes só descobrem o transtorno na idade adulta, depois de enfrentarem dificuldades recorrentes nos estudos, no trabalho e nos relacionamentos.
 
"Existem quadros leves e outros mais graves. Também há pacientes com predomínio de hiperatividade e outros em que a dificuldade de atenção é mais marcante. Essa variabilidade pode fazer com que o diagnóstico aconteça apenas muitos anos depois", observa Fabio Leite.
 
Sem acompanhamento adequado, os prejuízos podem se acumular ao longo da vida. Além das dificuldades nos estudos, no trabalho e nos relacionamentos, pessoas com TDAH apresentam maior risco de desenvolver ansiedade, depressão e dependência química.
 
O diagnóstico é clínico e deve ser feito por um psiquiatra, com base na história de vida do paciente e na evolução dos sintomas desde a infância. A avaliação neuropsicológica pode ser utilizada em casos específicos para complementar a investigação, mas, isoladamente, não confirma o transtorno.
 
Diagnóstico é apenas o começo
 
Depois da confirmação do diagnóstico, o tratamento é definido de forma individualizada e pode incluir medicamentos, psicoterapia e acompanhamento contínuo. O objetivo não é apenas controlar os sintomas, mas ajudar o paciente a recuperar a funcionalidade e desenvolver estratégias para organizar a rotina e melhorar a qualidade de vida.
 
"Muitas pessoas passam anos convivendo com dificuldades sem entender o motivo. Quando iniciam o tratamento, também passam por um processo de adaptação. Além da medicação, a psicoterapia ajuda o paciente a reorganizar a rotina e aproveitar os ganhos de funcionalidade", conclui o psiquiatra.

Da redação do Portal de Notícias

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