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Coluna do Fluminense | Empate do conformismo

     POR RAIMUNDO RIBEIRO Mesclando reservas e alguns titulares, o Fluminense foi a Ponta Grossa (PR) enfrentar o Operário, bicampeão parana...

   

POR RAIMUNDO RIBEIRO

Mesclando reservas e alguns titulares, o Fluminense foi a Ponta Grossa (PR) enfrentar o Operário, bicampeão paranaense.

A escalação inicial denuncia um esquema cauteloso com 3 volantes (Hércules, Martinelli e Alisson), sem nenhum meia criativo.

Com 3 minutos JK finaliza, que o goleiro adversário defende.

Com 5 minutos Martinelli sente o músculo e sai para entrada de Otávio (??????).

Impossível entender a insistência com esse jogador.

Com 12 minutos o Operário assusta numa falha de marcação do nosso lado direito defensivo.

À medida que o Fluminense atua confusamente, o operário vai perdendo o respeito e fustigando o nosso setor defensivo.

O Fluminense não consegue segurar a bola no campo ofensivo, principalmente porque os laterais não sobem para ajudar.

A partir dos 25 minutos o Fluminense parece despertar, passa a ocupar o campo ofensivo, mas ninguém tenta a jogada individual para penetrar na área.

Mais uma vez Serna tem uma atuação medíocre, e somado a isso, o fato dos laterais não apoiarem torna a partida monótona.

Nesta partida é escandalosamente visível a falta de ambição do time, parecendo que empatar seria satisfatório.

Foi um primeiro tempo abaixo da crítica, com atuações deficientes de Samuel Xavier, Alisson e Serna, além é claro de Otávio.

É irritante o vício de alguns jogadores em trocar passes para trás que além de improdutivo é perigoso.

Enfim, um primeiro tempo para esquecer.

Voltamos para o segundo tempo e o cenário continua o mesmo, horrível.

Aos 4 minutos Otávio tenta entregar o ouro, mas o atacante adversário não aproveita.

O desenho da postura conformista do Fluminense é visível quando se vê o time com a posse de bola e 7 jogadores no nosso campo defensivo.

JK e Canobio até ensaiam uma marcação alta, mas o resto do time não sobe.

A entrada de Fidélis, Arana, Ganso, Riquelme e Castillo poderia fazer o time jogar.

O Fluminense mostra velhos defeitos como falta de ambição, saída de jogo defeituosa, erros de passe, falta de sincronia entre defesa-meio campo-ataque e demora nas substituições.

Aos 22 minutos entram Arana e Castillo, saindo Hércules e Serna.

O erro de posicionamento na tentativa de marcação alta facilita a saída de bola adversária.

É incrível como o treinador não tenta sequer corrigir a falta de criatividade no meio e jogadas ofensivas pelos lados do campo, entrando Ganso e Riquelme.

JK prejudica as poucas jogadas ofensivas quando prende a bola tirando a velocidade do jogo.

Essa é uma partida fácil de ganhar, bastando QUERER jogar.

Aos 43 minutos Samuel Xavier perde a melhor oportunidade que foi criada.

Corrigindo: não é o Operário que não respeita o Fluminense; é o Fluminense que não se dá ao respeito com atuação tão bisonha.

Perde-se a oportunidade de liquidar a classificação com uma vitória, por absoluta falta de vontade, e com isso poder poupar no jogo de volta, no Maracanã.

Melhor em campo: por falta de opção, o estreante Millán.

No próximo domingo as 20:30 horas receberemos a Chapecoense, em que a vitória será obrigatória.

Bora Fluzão 
🇭🇺🇭🇺🇭🇺🇭🇺

Raimundo Ribeiro
Apaixonado por futebol e, naturalmente Tricolor

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