Os cães policiais tê m um papel c r uci a l n o f ort a le ci m ent o da efi c iên cia operacional das forças de segurança no Distrito F...
Os cães policiais têm um papel crucial no fortalecimento da eficiência operacional das forças de segurança no Distrito Federal. Incorporados a diversas atividades, como operações de busca, detecção de substâncias ilícitas e controle de situações de alto risco, esses animais são aliados indispensáveis na manutenção da ordem pública.
Mais do que um simples apoio, os cães potencializam as ações policiais, especialmente em situações que requerem habilidades específicas, como seu faro extremamente aguçado. Com uma capacidade olfativa dezenas de vezes superior à humana — possuindo até 300 milhões de receptores olfativos, enquanto o ser humano conta com apenas 5 a 6 milhões —, os cães do Batalhão de Policiamento com Cães (BPCães) se destacam em operações de detecção de drogas, explosivos e na captura de suspeitos.
Um exemplo marcante do impacto desses animais foi a operação ocorrida em abril passado no Rio de Janeiro. Nessa ação histórica, um pastor-belga-malinois localizou um galpão que armazenava 48 toneladas de maconha — a maior apreensão já registrada no Brasil. Casos como este evidenciam a importância estratégica dos chamados K9, denominação internacional que se refere ao termo "canine", em inglês.
Em Brasília, o BPCães, da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), coordena o trabalho desses animais altamente treinados. Eles são divididos conforme idade e especialidade, desempenhando funções como detecção de drogas e armas, identificação de explosivos e perseguição de foragidos. Alguns nomes se destacam por feitos notáveis na região: Paçoca, Xamã e Izzy são lembrados pelas expressivas apreensões de drogas; Zang revelou entorpecentes ocultos em um carro funerário; Scott tem histórico de localizar armas e narcóticos enterrados; Zaira auxiliou na captura de criminosos; e Eros desempenhou papel crucial em operações envolvendo explosivos, incluindo ocorrências nas proximidades do Supremo Tribunal Federal (STF) em 2024.
A seleção dos cães destinados ao serviço policial começa cedo. Desde o nascimento, os filhotes passam por uma avaliação criteriosa que analisa características como instinto de caça, proatividade e facilidade para seguir comandos. Raças como pastor-alemão e pastor-belga-malinois são as preferidas devido à sua inteligência, resistência física, coragem e adaptabilidade. O treinamento desses cães baseia-se no reforço positivo associado a odores específicos: substâncias proibidas ou explosivas têm seus cheiros impregnados em materiais utilizados exclusivamente nas práticas, sempre sob ambiente controlado e seguro.
O BPCães conta atualmente com 48 cães, sendo 17 ainda filhotes em formação. Tanto nas operações diárias quanto como suporte a outras unidades locais ou estaduais, o batalhão é constantemente solicitado para colaborar em ações que requerem expertise em varreduras para detecção de drogas, armas e explosivos ou busca e captura. Segundo o subcomandante do batalhão, major Yuri Dezen, os cães passam por um treinamento intensivo que começa aos três meses de vida e pode durar até um ano e meio. Durante esse período, os animais são monitorados para garantir que possuam as aptidões necessárias.
Dezen explica que o treinamento transforma o trabalho policial em uma espécie de brincadeira para os cães: enquanto o policial executa suas tarefas técnicas, o animal enxerga cada ação como uma oportunidade de "vencer o jogo" por meio da identificação dos odores certos — sendo recompensado com brinquedos ou carinho.
Os cães policiais permanecem ativos até os sete ou oito anos de idade. Depois dessa fase, chegam à tão merecida aposentadoria, vivendo em casas espaçosas que proporcionem bem-estar. Geralmente, eles permanecem sob os cuidados dos próprios condutores, mas também podem ser adotados por membros da comunidade, encontrando lares amorosos para desfrutar sua nova etapa da vida.
Da redação do Portal de Notícias
