O pedido de impeachment contra o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) , prot o c olado r e cen t emente p o r partidos de...
O pedido de impeachment contra o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), protocolado recentemente por partidos de oposição na Câmara Legislativa (PT, PV, PCdoB, Rede e PDT), apresenta-se sem relevância, fundamentação sólida ou viabilidade prática. Essa movimentação parece ser mais uma manobra política, típica de períodos de tensão eleitoral, do que uma ação genuína na busca de justiça.
A acusação carece de substância e serve mais como palco para opositores que, após anos fora dos holofotes, tentam recuperar protagonismo político. Esses movimentos soam como estratégias de desgaste contra um governador que já está de partida devido às exigências da legislação eleitoral, que obriga a renúncia de chefes do Executivo em fim de mandato que desejam concorrer a outros cargos políticos — no caso de Ibaneis Rocha, uma vaga no Senado.
É importante destacar que essa ofensiva é liderada por figuras políticas com um histórico controverso na gestão pública. No governo de Rodrigo Rollemberg (PSB), por exemplo, houve a prisão de todos os diretores do BRB durante a operação Circus Maximus da Polícia Federal em 2019. Durante o mandato de Agnelo Queiroz (PT), o estádio Mané Garrincha tornou-se símbolo dos escândalos de superfaturamento e corrupção na Copa do Mundo de 2014, culminando inclusive com a prisão do próprio Agnelo. Já na administração de Cristovam Buarque (então PT), entre 1995 e 1998, ocorreu a tragédia conhecida como "Massacre da Estrutural", um episódio trágico na história do Distrito Federal.
O ataque ao governador atual não se justifica legalmente nem tem respaldo suficiente para avançar. A tentativa de vinculá-lo às supostas irregularidades do Banco Máster e ao envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro carece de provas consistentes. Ademais, os mesmos críticos que apontam o dedo para Ibaneis ignoram outras polêmicas envolvendo suas próprias lideranças políticas. Um exemplo é o encontro reservado entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e um banqueiro, realizado a portas fechadas no gabinete presidencial, fora da agenda oficial — um fato minimizado pelos mesmos opositores.
Com uma aprovação de cerca de 63%, Ibaneis Rocha chega ao final da sua gestão com um dos índices mais altos da história recente do Distrito Federal, enquanto a oposição enfrenta repetitivas derrotas eleitorais e carece de lideranças capazes de mobilizar a população. São nomes desgastados que têm encontrado resistência crescente junto ao eleitorado, resultando em estratégias que carecem tanto de credibilidade quanto de relevância.
Em resumo, trata-se de uma tentativa política sem fundamento real que, mais do que polemizar sobre ilegalidades inexistentes, parece refletir o receio da oposição frente à iminência das urnas. O pedido de impeachment não passa disso: um ato teatral para obter atenção — uma história sem impacto concreto e pouco crível para o olhar crítico do eleitorado.
Da redação do Portal de Notícias, com a fonte do Portal Radar-DF

Nenhum comentário