Órgão deverá ter monitoramento de metanol em bebidas e mais serviços oferecidos em 2026 A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-D...
Órgão deverá ter monitoramento de metanol em bebidas e mais serviços oferecidos em 2026
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) oferece um serviço laboratorial de referência, seguro e ágil que contribui de forma estratégica para o controle epidemiológico e sanitário na capital: o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-DF). Somente em 2025, a unidade realizou mais de 550 mil exames, atendendo às demandas essenciais de diversas áreas da saúde.
Do total alcançado no ano passado, a Gerência de Biologia Médica realizou a maior parte dos exames, cerca de 500 mil, com destaque para o Núcleo de Virologia (424 mil exames). A Gerência de Medicamentos e Toxicologia foi responsável por quase 21 mil verificações, enquanto a Gerência de Controle e de Qualidade de Produtos e Ambientes chegou a mais de 30 mil.
“Juntamente com outros parceiros, o laboratório realiza vigilância sanitária e epidemiológica, ou seja, vigilância em saúde. Essa atuação traz mais segurança para a sociedade, não só a respeito das doenças em si, como também em relação ao consumo de alimentos e medicamentos”, explica a diretora do Lacen-DF, Grasiela Araújo.
Novos equipamentos foram adquiridos ao longo de 2025, contribuindo para ampliar a produtividade e a qualidade das entregas do órgão. Comparado com 2024, o laboratório teve um acréscimo de 95% de sua execução orçamentária. Desse total, cerca de 22% foram voltados à aquisição de equipamentos entre autoclaves, aparelhos de ar-condicionado, cabines de segurança biológica e refrigeradores de ultrabaixa temperatura.
Planos
Para 2026, uma das prioridades é a implementação da vigilância laboratorial de metanol em bebidas. A iniciativa permitirá ao Lacen-DF atuar de forma mais célere e precisa na investigação de surtos de intoxicação por bebidas adulteradas, produtos químicos e outras ocorrências com potencial risco à saúde pública.
Os planos também incluem a ampliação da oferta de diagnóstico molecular para doença de Chagas, malária, leishmaniose e Pneumocystis jirovecii.
Além das atividades de vigilância, o Lacen-DF participa de pesquisas estratégicas, como estudos sobre resistência bacteriana, que contribuem para o fortalecimento do sistema brasileiro de vigilância e prevenção da resistência aos antibióticos. A unidade atua, ainda, em pesquisas sobre hanseníase, tuberculose e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). No rol entra também o sequenciamento genético dos vírus da dengue e de agentes respiratórios, em parceria com o Instituto Butantan - passo fundamental para subsidiar a produção de vacinas e monitorar a circulação viral.
Com informações da Secretaria de Saúde
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